As emoções são normais!

O seu filho mostra-se alegre, zangado, triste ou com medo?

A infância, como todas as fases da vida, é composta por inúmeros sentimentos e são as emoções que nos ajudam a regular o nosso comportamento. Por vezes, temos a tendência (e pressão) para demonstrar somente o lado alegre, como se a raiva, a dúvida ou os medos não fossem normais.

O que muitas vezes acontece é que os pais parecem ter receio das emoções dos filhos e sentem-se muito ansiosos quando os filhos não estão alegres e se mostram tristes ou zangados. Tentam, então, controlar a emoção do filho, mascarar, ignorar, evitar ou resolvê-la rapidamente. Não permitem, assim, que a emoção desempenhe o seu papel e cumpra a sua função de expressar uma necessidade.

Aceitar que as crianças também ficam zangadas, tristes ou frustradas e dar espaço para que sintam estas emoções faz parte do crescimento. Lembre-se que as emoções não são certas ou erradas, boas ou más. Todas nos são úteis em determinado momento da vida.

Torna-se, então, fundamental reconhecer as emoções, ajudar à sua expressão, aceitá-las e ajudar a resolver as situações de forma a encontrar bem-estar e equilíbrio emocional. Não permita que os seus filhos reprimam as suas emoções!

Como pode ajudar o seu filho a lidar com as emoções?

  1. Ajude-o a identificar as emoções que sente. Não adianta tentar negar a tristeza, por exemplo, quando o seu filho a vivencia. Ajude-o a reconhecer e dar um nome ao que está a sentir.
  2. Incentive-o a respeitar a emoção sentida. Se o seu filho se sente triste, por exemplo, não o estimule a mascarar e a fingir o oposto. Mantenha-se presente e ofereça segurança afectiva para a expressão da emoção.
  3. Ensine-o a lidar com o que sente. Converse com o seu filho sobre as emoções e tente perceber em conjunto o que está a sentir e porquê, reflectindo sobre o que aconteceu e sobre o que pensa acerca da situação vivenciada. Procurem soluções conjuntas.

De facto, as emoções desempenham funções essenciais no nosso equilíbrio. No entanto, quando permanecem as mesmas e não se ajustam aos diferentes contextos e exigências da vida, acabam por não ser adaptativas e úteis. Ou quando a sua expressão é difícil, muitas vezes transformam-se em comportamentos confusos e disruptivos. Nestes casos, é importante recorrer a ajuda especializada.

Sandra Margarida Santos

Psicóloga Clínica

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